Maio de 2000. O mundo estava se recuperando do Bug do Milênio (que no fim foi só um susto, tipo quando você acha que a pizza acabou, mas tem mais um pedaço). De repente, a caixa de entrada de milhões de pessoas começa a piscar. O assunto? ‘ILOVEYOU’.
Quem nunca, né? A gente clica em qualquer coisa que prometa amor. O anexo? LOVE-LETTER-FOR-YOU.TXT.VBS. Sim, um arquivo de texto que na verdade era um VBScript. A malandragem já começava aí. O pessoal da época não manjava de extensões, achava que era só um ‘txt’ inofensivo.

O Caos Global (e o Choro do Pentágono)
O bicho era rápido. Em 24 horas, 10% dos computadores conectados à internet estavam de quatro. Pentágono, Ford, Microsoft, a porra toda parou. O prejuízo? Estima-se em uns US$ 5.5 a US$ 8.7 bilhões. Bilhões! Por causa de uma cartinha de amor digital.
O vírus usava o Outlook para se espalhar para todos os contatos da vítima. Era o ‘compartilhe com 10 amigos ou você vai ter 7 anos de azar’ mais destrutivo da história. Além de se espalhar, ele deletava e sobrescrevia arquivos importantes.

O Criador e a Lei do “E daí?”
A história é tão bizarra que o criador, um filipino chamado Onel de Guzman, não foi preso. Por quê? Na época, as Filipinas não tinham leis contra crimes cibernéticos. O cara basicamente deu um “trollface” na justiça global.
O vírus ILOVEYOU não foi o primeiro, mas foi o que mostrou pro mundo que a internet era um lugar perigoso. Foi o nosso batismo de fogo. A partir daí, a gente aprendeu a não clicar em qualquer coisa que prometa amor eterno. Ou pelo menos a olhar a extensão do arquivo.

O Amor é Cego, Mas o Antivírus Não
Então, da próxima vez que você receber um e-mail fofo de um desconhecido, lembre-se do ILOVEYOU. Às vezes, a maior declaração de amor que você pode dar ao seu PC é não clicar no anexo. Fica a dica.

Entusiasta de tecnologia com Especialização em Redes de Computadores pela Unicamp, Graduado em Segurança da Informação pela Fatec Americana.
